Me chamo Camilla Veras Pessoa da Silva, nasci em Salvador e apesar dos pesares tenho muito orgulho de ter sangue baiano. Atualmente, estudo psicologia na Universidade Federal da Bahia. Um curso que tem sido palco das minhas mais inquietantes questões e espaço de aprendizado e desconstrução constante. O meu percurso pela faculdade tem sido exploratório, me aproximo de tudo, admiro muita coisa, e a minha formação tem sido hibrida e crítica. O despertar se intensificou nos espaços de formação em que estive. Foi me incomodando com as coisas, vendo coisas que nunca tinha visto, desconstruindo valores, convivendo com sucessivas crises por perceber em meu campo de estudos o maior berço de elitismo e manutenção do sistema, que eu realmente quis fazer algo diferente e peguei a ponga no movimento que surgiu na psicologia na época ditadura. O movimento de uma psicologia politica, interessada em transformação social, uma psicologia ativa e ativista. Essa é a minha paixão, é nisso que acredito e defendo.
Trabalhei dois anos numa Unidade de Saúde da Família no Subúrbio Ferroviário daqui de Salvador, lá eu desenvolvi trabalhos de territorialidade (pressuposto do SUS), trabalhando diretamente com grupos distintos da comunidade em espaços da comunidade.
Acredito muito na transmissão do conhecimento através do lúdico, do artístico e da cultura popular. Ando "Paulo Freirando" em todas as minhas práticas comunitárias. Acho que o capitalismo é ainda mais cruel com crianças e adolescentes e acredito sim que através de uma emancipação politica eles podem incomodar as afetar estruturas percebendo as violações explicitas e implícitas em que estão submetidos. Por isto tenho um certo encantamento por este público infanto-juvenil.
Acredito muito na transmissão do conhecimento através do lúdico, do artístico e da cultura popular. Ando "Paulo Freirando" em todas as minhas práticas comunitárias. Acho que o capitalismo é ainda mais cruel com crianças e adolescentes e acredito sim que através de uma emancipação politica eles podem incomodar as afetar estruturas percebendo as violações explicitas e implícitas em que estão submetidos. Por isto tenho um certo encantamento por este público infanto-juvenil.
Desenvolvi um trabalho na CASE, aqui em Salvador, local onde os adolescentes cumprem medida socioeducativa de Internação. Fiquei absurdamente mobilizada com o que vi e ouvi lá dentro, abismada com a violação de direitos humanos e subjugação que os jovens estão submetidos antes, durante e depois do ato infracional. Com isso, comecei a participar do Grupo de Trabalho de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente aqui do Conselho Regional de Psicologia 03, um espaço político de articulação e vigília contra a violação de direitos.
Fora isso, já fiz parte provisoriamente de dois grupos de pesquisa, um sobre a Clinica Escola de Psicologia da UFBA e o outro sobre a criança em situação de vulnerabilidade e a sua percepção sobre os seus direitos. Já fiz um trabalho na Delegacia da Mulher e tive uma passagem curta na área da saúde mental, tanto no Grupo de Trabalho Eduardo Araújo, quanto no coletivo organizador do Encontro Baiano de Estudantes Antimanicomiais.
Enfim, continuo passeando pela psicologia, seja em escola, na comunidade, na Unidade de saúde, nas delegacias, nos conselhos, nos eventos e amo muito o que eu faço. Nas horas vagas eu vivo, eu escrevo, eu pinto, namoro, durmo (raro para estudantes da UFBA) e faço minha existência valer a pena. Sem mais delongas, é isso.
Muito prazer,
Camilla Veras